SEGURANÇA NOS CONDOMÍNIOS
Atualmente, este é o assunto que mais se discute em reuniões de Condomínios após, evidentemente, a redução de gastos. E a cada ocorrência do tipo "Jardim Botânico", o assunto fica ainda mais polêmico, consumindo horas e horas de idéias e soluções para o problema de segurança, as vezes até mirabolantes. Como que se a única solução fosse a instalação de uma parafernália eletrônica de alta tecnologia. Pode até chegar a este ponto, e certamente chegará, mas antes existe uma etapa fundamental que chamaríamos de "doméstica", geralmente com pouquíssimos investimentos, e de elevado retorno. E pasmem os leitores, 70% dela envolve os próprios moradores, cabendo aos porteiros a menor parte, e não demanda a participação de nenhum especialista do ramo.
São procedimentos básicos e simples, desprezados na maioria dos Condomínios, muitas das vezes preteridos por aspectos de comodidade e conforto. Em se falando de acesso, o método de maior comodidade e conforto para o "acessante" é evidentemente a entrada franca. Não se perde tempo algum com identificações e controles, o acesso é rápido, e por isso mesmo com segurança ZERO.
Para se ter segurança, é necessário abrir mão da rapidez, aceitar alguma redução no tempo de acesso, desconforto inevitável dos sistemas de controles de qualquer espécie, sejam manuais ou eletrônicos.
A compreensão deste conceito é da maior importância para a aceitação da implantação de qualquer método de segurança, pois o sucesso dele vai depender do comprometimento das partes envolvidas. Sem este comprometimento nada é possível. O morador é a peça fundamental do processo; ele precisa estar consciente de que é necessário perder algum tempo e abrir mão de algum conforto e comodidade, em troca de sua própria segurança.
Nossa proposta básica de segurança envolve duas etapas que resolvemos chamar de doméstica e tecnológica, conforme comentamos a seguir:
Etapa doméstica:
O correto também é que se acione o radinho para abrir o portão, somente quando este estiver no campo de visão do morador.
Quando é o porteiro que abre o portão, a tendência é que esta tarefa repetitiva se torne um hábito, e acaba por criar uma associação mental que leva o porteiro a abrir o portão sempre que alguém buzina ou se posiciona defronte dele, mesmo que se trate de um estranho. Esta reação humana é tecnicamente incontrolável.
A prática rotineira desses procedimentos, são suficientes para inibir a maioria dos possíveis casos de tentativas de invasão.
Ou seja, não é nenhuma novidade, apenas uma questão de comprometimento, vontade e prática.
A partir daí aí sim, pode-se falar em investimentos maiores, e partir para a etapa "tecnológica", que envolve instalação de equipamentos tais como: sensores de presença, cercas eletrônicas, circuito TV, gravação de imagens, monitoramento 24 horas, sinal de pânico, vidros a prova de balas, câmaras de identificação, e outros, que vão permitir inibir ocorrências mais perigosas.
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