DICAS PARA OS SÍNDICOS
Extintores de incêndio:
Cuidado, não aceite ofertas de pessoas que ligam oferecendo preços baixos e vantagens anormais. Existem algumas "empresas" dando golpe na praça. A coisa funciona da seguinte forma:
Faça a concorrência, antes de selecionar as empresas, ligue e confirme o endereço, se elas estão realmente estabelecidas, peça para anexar à proposta, cópia do Certificado do INMETRO, e desconfie de preços muito abaixo da média dos demais concorrentes.
Com estas providências, certamente você não vai cair no "Golpe do Extintor".
Abastecimento de gás:
Já há algum tempo que as empresas de gás estão efetuando pesagem dos cilindros vazios, e concedendo créditos de resíduos de gás, que geralmente vão no recipiente.
Além disso, com o aperto da concorrência, é possível negociar o preço e prazo de pagamento.
A bem da verdade estas pesagens são efetuadas nas instalações do próprio fornecedor, exigindo portanto uma relação de confiança, o que não pode impedir do Condomínio adotar igual procedimento, comprando uma balança, e controlando estes créditos.
A economia pode ser pequena, mas em alguns prédios, que tem aquecimento de água central a base de gás, provoca um consumo elevado, esta economia pode ser relevante.
Existe também a opção do Condomínio passar a utilizar "cilindros estacionários". São cilindros que variam de 180 a 500 Kg, que ficam fixos no edifício, e são recarregados através de caminhão tanque das companhias de gás. É uma ótima alternativa, pois o valor do gás cai um pouco e não há perdas. Mas não entre nisso sem antes ter projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros. Dependendo de uma boa negociação com as fornecedoras, pode-se conseguir que elas banquem o projeto a ser aprovado no Corpo de bombeiros, a obra de instalação, e fazer comodato dos cilindros e demais equipamentos.
Seguros:
Legalmente todo Condomínio deve ter seu seguro de incêndio, cabendo ao Síndico esta responsabilidade.
A princípio recomendamos efetuar o seguro de todo o prédio, independente se existem unidades financiadas, em cujo financiamento já teria um seguro embutido. Isto porque fica difícil para o Síndico controlar se este seguro existe mesmo, em que condições. Se o apartamento for quitado, e o Síndico não for avisado para incluí-lo na apólice de todo o prédio, havendo sinistro, não há desculpa, a responsabilidade será sempre do Síndico. Se o seguro for bem feito, o valor não é caro, portanto não vale a pena correr o risco de deixar unidades financiadas de fora.
Importante também é segurar as unidades pelo valor de reconstrução, geralmente a base de 60% do preço de venda, pois no caso de incêndio, não há danos no lote, parte da estrutura, e etc.. Segurar pelo preço de venda é jogar dinheiro fora.
Aconselha-se a incluir outras coberturas além de incêndio, tais como: quebra de vidros, danos elétricos, danos por colisão com portões automáticos de garagem, responsabilidade civil do Condomínio e do Síndico, seguro de vida de funcionários, e roubo de veículos.
E principalmente, faça concorrência. Chame 3 ou 4 corretoras de sua confiança, passe a elas os mesmos valores das coberturas, de modo a equalizar as propostas. Os preços devem vir variados em função das comissões de cada um. A corretora ser confiável é bom, mas a seguradora é imprescindível.
Se achou complicadas estas dicas, contrate um profissional, e faça economia.
Publicado no Jornal dos Condomínios
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