ANIMAIS NOS CONDOMÍNIOS
Esta é uma questão que tem trazido muita polêmica nos Condomínios, consumindo muitas horas de assembléias gerais.
Alguns hábitos e costumes que há tempos atrás eram aceitos sem restrições, começam a ser discriminados. Veja o caso dos fumantes, hábito muito reprimido hoje em dia, com tendências de aumentar ainda mais, podendo chegar a colocar o fumante numa posição quase marginalizada na sociedade.
O costume de se criar animais em apartamentos, destacadamente os cachorros, também começa a ser combatido pela comunidade, criando situações embaraçosas para os seus criadores.
Não é nosso objetivo neste artigo assumir posição contra ou a favor, mesmo porque nem juridicamente esta questão se encontra totalmente resolvida, existindo jurisprudência para ambos os lados. Pretendemos apenas colocar fatos para reflexão.
Normalmente as Convenções dos Condomínios não tratam este assunto. São elaboradas pelas construtoras, antes mesmo de se iniciarem as obras. Geralmente estas proibições de animais nos apartamentos surgem nos Regulamento Internos, que são produzidos e aprovados pelos condôminos em assembléia geral, logo após a entrega do prédio pela Construtora.
E nestas discussões presenciamos todos os tipos de situações, com alegações bem sustentadas, de ambas as partes, tornando a questão ainda mais polêmica:
Quem sabe se em um futuro próximo, teremos prédios cujas convenções, já no nascedouro, definam previamente se será permitido ou não animais nos apartamentos. Nesta hipótese, o interessado já faria sua opção no ato da compra, conforme seu interesse. Imagine ainda mais, prédios totalmente personalizados, somente para casais sem crianças, somente para idosos, para solteiros, e outras segregações ainda utópicas. Pode não ser uma medida muito interessante para as Construtoras, pois comercialmente estariam limitando seus clientes.
Mas utopias à parte, existem em prática algumas alternativas de consenso entre condôminos, que facilitam a convivência de animais nos prédios. Vejam por exemplo esta norma tirada de um Regulamento Interno:
De certo, a solução destas questões, vai depender mesmo é de um bom entendimento entre as partes, buscando alternativa cujo conteúdo represente respeito aos anseios tanto de quem quer ter estes animais, como de quem não os quer por perto, pois as razões de ambos são verdadeiras.
Tudo é possível, desde que se tenha em mente, que a nossa liberdade não pode ferir a liberdade do outro. E aos poucos as pessoas vão se tocando sobre isso, cada um no seu time. Não se assustem se em breve começarem a ver donos destes animais, passeando em ruas e praças, carregando sua pazinha e saco de lixo, para colher o cocô de seus bichinhos, como acontece em países mais desenvolvidos.
Publicado no Jornal dos Condomínios
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